Hoje, em uma das minhas sessões semanais de acupuntura, senti um choque e um peso muito intensamente dolorido no pulso direito, assim que ele colocou a agulha. Senti a dor e ele colocou a minha mão recostada na perna, para aliviar um pouco o tempo que ficaria ali, daquele jeito. Apagou as luzes e pediu que eu descansasse, procedimento padrão.
No entanto, não foi nada padrão o comportamento do meu pulso direito nesta sessão em particular. A baixa da pressão arterial e o sono relaxante que as sessões de acupuntura proporcionam me transportaram pra um mundo diferente. Tentei me concentrar na respiração, relaxar, chochilar um pouco (quem saberia?). Não consegui. Comecei a pensar na vida, nas atitudes dos últimos dias, nas pessoas que vinha encontrando pelo caminho, e claro, no quanto meu pulso com a agulha estava dolorido e pesado. Ao final da sessão, quando o acupunturista abriu a porta, me perguntou se eu tinha relaxado, não resisti e perguntei qual ponto estava sendo tratado no pulso direito, tão dolorido e pesado, que em nenhuma das outras sessões tinha ficado afetado assim. Eu deveria saber o que ele me respondeu: o ponto tratado, tão doído, era um dos pontos de tratamento da ansiedade (a minha doença crônica, a doença do mundo globalizado).
Após algumas indicações, saí do consultório e mergulhei em uma bela viagem de olhos abertos. Comprei um cigarro e segui pelas ruas, observando as luzes da cidade, indiferente aos "perigos" que qualquer outro ser humano pudesse oferecer a minha "ilustre" figura, sentindo o vento, pensando na vida.
Dizem que plutão saiu de sagitário no ano de 2008/2009, mas tantas reflexões me fazem pensar o contrário. O mistério ainda está intrínsecamente ligado aos meus dias, rotina, sentimentos (principalmente). A auto-sabotagem é sombra e a vulnerabilidade perante o mundo anda ao lado. Acho que de todos nós, não?
Este é mais um Castelo de Cartas construído sobre o chão, como pirâmides por cima de pirâmides: frágil, engenhoso, único; sujeito à ruína, caso um vento qualquer tenha força suficiente para derrubá-lo. É símbolo de evasão. Faz imensamente parte da minha vida.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Constantemente vivo num mundo de incertezas, confusão.São pensamentos demais, e que, desorganizados demais constumam me levar da tranquilidade a tristeza em segundos.
O padrão atual de beleza é uma coisa que me deixa muito oprimida. Achei um texto muito bacana no site Personare e vou compartilhar um trecho dele aqui:
"(...)Não há resposta pronta que ninguém possa lhe dar. Então faça seu caminho:comece a refletir sobre a própria experiência, busque ajuda para descobrir as respostas que estão dentro de você. Busque meios que facilitem a mudança dos padrões que fazem mal, para deixar que a vida que existe em você possa fluir ese renovar. Não deixe para depois! Alimente o que lhe faz bem, agora mesmo!"
A quem servir, leiam!
Abraços
O padrão atual de beleza é uma coisa que me deixa muito oprimida. Achei um texto muito bacana no site Personare e vou compartilhar um trecho dele aqui:
"(...)Não há resposta pronta que ninguém possa lhe dar. Então faça seu caminho:comece a refletir sobre a própria experiência, busque ajuda para descobrir as respostas que estão dentro de você. Busque meios que facilitem a mudança dos padrões que fazem mal, para deixar que a vida que existe em você possa fluir ese renovar. Não deixe para depois! Alimente o que lhe faz bem, agora mesmo!"
A quem servir, leiam!
Abraços
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Texto de Rúbia Dantés
A nossa Alma pede uma coisa e a nossa razão cheia de padrões pede outra... e nessa luta nos perdemos aos poucos a cada vez que não ouvimos a Alma...
Sei que muitos pensam que não têm escolha diante de ter que trabalhar para sobreviver... mas eu acredito... que a escolha maior se fazer é entre dois caminhos... o de Ser ou não ser fiel à Alma.
Ao escolhermos o primeiro, isso não quer dizer que não iremos passar por desafios, só que sabemos que esses desafios são para algo que buscamos... são desafios que superamos para encontrar e assumir o nosso lugar na Teia e cada passo nesse caminho alegra a Alma e é um encontro... essa escolha conta com todo o apoio do Universo, que de uma forma ou de outra sempre nos empurra para ela...
E os desafios passam a ser recebidos como oportunidades de ampliar mais um pouco a consciência...
Olhe cada caminho com cuidado e atenção. Tente-o quantas vezes julgar necessário. Então, faça apenas a si mesmo uma pergunta: possui esse caminho um coração? Em caso afirmativo, o caminho é bom. Caso contrário, ele não tem a menor importância".
Para mim só existe percorrer os caminhos que tenham coração, qualquer caminho que tenha coração. Ali viajo, e o único desafio que vale é atravessá-lo em toda a sua extensão. E por ali viajo olhando, olhando, arquejante.
Carlos Castaneda
Não é porque fomos colocados em um mundo no qual a maior parte das pessoas vai em uma direção, que somos também obrigados a seguir por ali, especialmente se essa direção leva a humanidade onde a está levando atualmente.
Seria bom escolher nossos caminhos como guerreiros da Luz.... sempre questionando por que razão temos que ir por esse ou aquele caminho que nos indicam.
Por que temos que ser dessa ou daquela maneira?
Quem criou essas regras que muitas vezes seguimos sem nem saber porquê?
Muitas vezes, seguir sem questionar, nos afasta da nossa natureza divina... e nos deixa cada vez mais a mercê da vontade de outros...
É muito mais fácil controlar seguidores do que pessoas que buscam traçar seus caminhos guiados pelo coração.
É impossível considerar o homem cortado de sua profundidade de origem divina. Como aceitar que a condição humana não corresponda à sua vocação essencial? Privado do divino o homem fica mutilado.
Marie-Madeleine Davy
Sei que muitos pensam que não têm escolha diante de ter que trabalhar para sobreviver... mas eu acredito... que a escolha maior se fazer é entre dois caminhos... o de Ser ou não ser fiel à Alma.
Ao escolhermos o primeiro, isso não quer dizer que não iremos passar por desafios, só que sabemos que esses desafios são para algo que buscamos... são desafios que superamos para encontrar e assumir o nosso lugar na Teia e cada passo nesse caminho alegra a Alma e é um encontro... essa escolha conta com todo o apoio do Universo, que de uma forma ou de outra sempre nos empurra para ela...
E os desafios passam a ser recebidos como oportunidades de ampliar mais um pouco a consciência...
Olhe cada caminho com cuidado e atenção. Tente-o quantas vezes julgar necessário. Então, faça apenas a si mesmo uma pergunta: possui esse caminho um coração? Em caso afirmativo, o caminho é bom. Caso contrário, ele não tem a menor importância".
Para mim só existe percorrer os caminhos que tenham coração, qualquer caminho que tenha coração. Ali viajo, e o único desafio que vale é atravessá-lo em toda a sua extensão. E por ali viajo olhando, olhando, arquejante.
Carlos Castaneda
Não é porque fomos colocados em um mundo no qual a maior parte das pessoas vai em uma direção, que somos também obrigados a seguir por ali, especialmente se essa direção leva a humanidade onde a está levando atualmente.
Seria bom escolher nossos caminhos como guerreiros da Luz.... sempre questionando por que razão temos que ir por esse ou aquele caminho que nos indicam.
Por que temos que ser dessa ou daquela maneira?
Quem criou essas regras que muitas vezes seguimos sem nem saber porquê?
Muitas vezes, seguir sem questionar, nos afasta da nossa natureza divina... e nos deixa cada vez mais a mercê da vontade de outros...
É muito mais fácil controlar seguidores do que pessoas que buscam traçar seus caminhos guiados pelo coração.
É impossível considerar o homem cortado de sua profundidade de origem divina. Como aceitar que a condição humana não corresponda à sua vocação essencial? Privado do divino o homem fica mutilado.
Marie-Madeleine Davy
sábado, 22 de maio de 2010
Confusão total de sentimentos, orientações, entendimentos, verdades.
"E nessa loucura de dizer que eu não te quero, vou negando as aparências, disfarçando as evidências, mas pra quê viver fingindo se eu não posso enganar meu coração? Eu SEI que te amo... (...)E ainda você pensa muito em mim..."
Odeio esse sentimento de incerteza.
Queria ser diferente, juro.
Mas sinceramente, não sei por onde começar, de novo.
"E nessa loucura de dizer que eu não te quero, vou negando as aparências, disfarçando as evidências, mas pra quê viver fingindo se eu não posso enganar meu coração? Eu SEI que te amo... (...)E ainda você pensa muito em mim..."
Odeio esse sentimento de incerteza.
Queria ser diferente, juro.
Mas sinceramente, não sei por onde começar, de novo.
quinta-feira, 20 de maio de 2010

RIVERA, Diego. Fruits of Labor (Frutos do Labor).
Essa litografia de Diego Maria Rivera, nascido na cidade de Guanajuato, estado de Guanajuato, México, mexe processualmente com a minha percepção. Não sei explicar se é com a percepção sensorial somente, obviamente que não. Os frutos do labor me transportam para uma realidade dura, sofrida, suada, dolorida, silenciosa. Uma realidade que acontece em todas as partes do mundo, e na minha pequena cidade não é diferente. É de partir e inflamar o coração, ao mesmo tempo. São muitas, muitas, muitas as coisas que eu não consigo compreender, nem alcançar o sentido.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Um obséquio para o não-feito
Sinto falta daquilo que perdi. É um sentimento estranho, dolorido, imprevisível, desejador. Deseja presença, carinhos que ficaram sem se dar, abraços que ficaram por abraçar e palavras que não foram ditas. Tudo isso quer acontecer, aparecer, se solidificar à medida das horas passantes. A casa é inóspita. Seus cômodos se perdem, e o quarto, alcova do corpo e travesseiro da alma, se torna ninho de lembranças pálidas, às vezes fragrantes; todas despertadoras daquela vontade funda, íntima, que sempre surge quando tudo está perdido: a saudade.
Sinto saudades de onde nunca fui e, aí então, desejo ir. Esse tipo de saudade faz querer ir até onde o pensamento me levar, aonde o corpo não consegue chegar. Ver pessoas que nunca vi, encontrar olhares que nunca olhei, senti. Mergulhar em sorrisos que nunca me sorriram ou, se sorriram, ficaram perdidos no correr dos dias, rostos, corpos. Sorrisos claros como os céus claros de dias de chuva fina.
Desejo possuir sorrisos como aquele outro, incomparável em beleza, graça, de contrastante leveza, leveza profunda. Os traços são sóbrios, as palavras ditas após perspicazes reflexões, aparentemente. As atitudes imprevisíveis: a persona é mais profunda do que se pode pensar. É ícone e objeto ao mesmo tempo. É desejo, almejo, cobiça, alheio.
Os galos cantam, o tempo voa. A natureza rege o ritmo que deve ser seguido.
As pálpebras caem, o rosto enruguece.
As mãos se mancham, e, até os seios das mulheres-meninas, das meninas-mulheres, caem (um dia).
Tudo é fugidio. Passageiro. Inexpressivo. Nevoento: qual o sentido?
Penso que deve ser por isso que todos sentimos saudades do que perdemos. Porém, a pior das faltas é a daquilo que nunca tivemos, apesar de sentir - não pensar, sentir - aquele invisível que nos salta aos olhos, mesmo que seja somente aos nossos.
A vontade, saudade, o desejo por aquilo que não chegamos a tocar, dos abraços e beijos que não pudemos trocar, das conversas que não tivemos a oportunidade de travar por horas a fio, sentindo o cheiro da noite e segurando as mãos, ah, essa é a pior de todas. É a que mais dóis, machuca e marca pela dúvida, pela ruminança, pelo desejar. Não vale a pena sentir, mas se torna masoquismo. Senti-la doer, enraizar-se dentro de nós, é estar mais perto daquilo que se quer. É portanto, um obséquio para aquilo que não se chegou a fazer e não se tem a certeza de que fará.
Sinto saudades de onde nunca fui e, aí então, desejo ir. Esse tipo de saudade faz querer ir até onde o pensamento me levar, aonde o corpo não consegue chegar. Ver pessoas que nunca vi, encontrar olhares que nunca olhei, senti. Mergulhar em sorrisos que nunca me sorriram ou, se sorriram, ficaram perdidos no correr dos dias, rostos, corpos. Sorrisos claros como os céus claros de dias de chuva fina.
Desejo possuir sorrisos como aquele outro, incomparável em beleza, graça, de contrastante leveza, leveza profunda. Os traços são sóbrios, as palavras ditas após perspicazes reflexões, aparentemente. As atitudes imprevisíveis: a persona é mais profunda do que se pode pensar. É ícone e objeto ao mesmo tempo. É desejo, almejo, cobiça, alheio.
Os galos cantam, o tempo voa. A natureza rege o ritmo que deve ser seguido.
As pálpebras caem, o rosto enruguece.
As mãos se mancham, e, até os seios das mulheres-meninas, das meninas-mulheres, caem (um dia).
Tudo é fugidio. Passageiro. Inexpressivo. Nevoento: qual o sentido?
Penso que deve ser por isso que todos sentimos saudades do que perdemos. Porém, a pior das faltas é a daquilo que nunca tivemos, apesar de sentir - não pensar, sentir - aquele invisível que nos salta aos olhos, mesmo que seja somente aos nossos.
A vontade, saudade, o desejo por aquilo que não chegamos a tocar, dos abraços e beijos que não pudemos trocar, das conversas que não tivemos a oportunidade de travar por horas a fio, sentindo o cheiro da noite e segurando as mãos, ah, essa é a pior de todas. É a que mais dóis, machuca e marca pela dúvida, pela ruminança, pelo desejar. Não vale a pena sentir, mas se torna masoquismo. Senti-la doer, enraizar-se dentro de nós, é estar mais perto daquilo que se quer. É portanto, um obséquio para aquilo que não se chegou a fazer e não se tem a certeza de que fará.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
remaster
Se um dia me perguntarem aonde quero chegar,
direi com certeza, que não sei ao menos para onde ir.
A incerteza tem sido minha companheira mais constante;
A melancolia, a colega mais volúvel;
O ânimo, o amigo mais distante, e,
o instinto, a base.
(Acredite, esse textinho foi criado por mim mesma, de verdade.)
direi com certeza, que não sei ao menos para onde ir.
A incerteza tem sido minha companheira mais constante;
A melancolia, a colega mais volúvel;
O ânimo, o amigo mais distante, e,
o instinto, a base.
(Acredite, esse textinho foi criado por mim mesma, de verdade.)
domingo, 14 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Tinha séculos que eu não ouvia Leoni.
Cara, bateu uma nostalgia danada com isso. Ouvir 'Por que não eu?' serve demais pra mim. Ou melhor, eu imagino que serve demais pra qualquer 'ser hipotético' que me olhe de uma forma, digamos, ''diferente''.
Hahaha.
Essa foi podre.
Mas tudo bem, se não existe nenhum 'ser hipotético', ela serve pra mim mesma, obrigada. A letra é bacana, a melodia envolvente e dá vontade de andar de carro, ''sair pra ver as luzes da cidade'', como diria Ana Carolina. É o máximo que se pode fazer numa situação de 'caçar paixões' ou viajar acordada, aliás.
Lindo Lindo Lindo.
O mundo é lindo. Pena que a beleza seja tão rara. ;)
Cara, bateu uma nostalgia danada com isso. Ouvir 'Por que não eu?' serve demais pra mim. Ou melhor, eu imagino que serve demais pra qualquer 'ser hipotético' que me olhe de uma forma, digamos, ''diferente''.
Hahaha.
Essa foi podre.
Mas tudo bem, se não existe nenhum 'ser hipotético', ela serve pra mim mesma, obrigada. A letra é bacana, a melodia envolvente e dá vontade de andar de carro, ''sair pra ver as luzes da cidade'', como diria Ana Carolina. É o máximo que se pode fazer numa situação de 'caçar paixões' ou viajar acordada, aliás.
Lindo Lindo Lindo.
O mundo é lindo. Pena que a beleza seja tão rara. ;)
Assinar:
Postagens (Atom)